Publicação: Quinta-feira, 20/01/2011 às 08:11:12
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Mesmo com insatisfações, Secretaria de Administração manterá concurso para professor temporário
Fabricio Fernandes
fernandes@jornaldebrasilia.com.br
Mesmo com a insatisfação de um grupo de candidatos em relação à prova do concurso público para 6,5 mil vagas de professor temporário no Distrito Federal, o certame segue normalmente e "não há possibilidade de a seleção ser anulada", segundo garantiu o Governo do DF. O processo seletivo foi organizado pelo Instituto Americano de Desenvolvimento (Iades) e os candidatos que tiverem queixas sobre o conteúdo da prova têm até hoje para entrar com recurso questionando o teste.
A informação foi concedida com exclusividade à reportagem do Jornal de Brasília pelo secretário de Administração, Denilson Bento da Costa, que está à frente do novo órgão do GDF responsável por tratar das questões relativas ao servidor e aos concursos públicos. "O concurso não será anulado, nem o governo fará outra prova. Nossa orientação é que a banca acolha todos os recusos interpostos, e subsidiados pelos candidatos, e analise o conteúdo questionado. Caso seja necessário, a banca fará a anulação destes itens", esclarece o secretário.
Costa adiantou que a Secretaria de Administração procurou o Iades e o instituto garantiu que o concurso foi aplicado com normalidde. "O Iades garantiu que a seleção transcorreu de forma a garantir seu desenvolvimento e atender aos candidatos em relação à estrutura para a aplicação das provas e ao conteúdo do exame", acrescentou.
Leia mais na edição desta quinta-feira (20) do Jornal de Brasília
Fonte: Da redação do Jornal de Brasília
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Comentários: 2 comentário(s) no total
Comentários mais recentes: (ver todos) Luis Oliveira
Disse em:
20/01/2011 - 09:22
Concordo plenamente com vc Davys Luis, esse processo seletivo beirou o absurdo. Gostaria muito de saber quem foram os pedagogos que elaboraram aquelas questões relacionadas aos conhecimentos pedagógicos, pelo amor de Deus um verdadeiro desconexo com a realidade vivida por nós em sala de aula. E a organização das questões? Sem nexo demais, AMADORISMO e INCOMPETÊNCIA, essas são as palavras chaves.
DAVYS LUIS PAXIUBA DUNCAN
Disse em:
20/01/2011 - 08:57
Depois de ganhar uma licitação (dispensa) de forma duvidosa, a inexperiente e incompetente IADES faz uma apalhaçada na elaboração da prova. Pudera. Nunca organizou um concurso de ponta. Suas provas navegam no mar do amadorismo.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Publicação: Segunda-feira, 17/01/2011 às 15:54:51
Publicação: Segunda-feira, 17/01/2011 às 15:54:51
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Veja os gabaritos para 6,5 mil vagas de professor no DF
Os candidatos inscritos no concurso que vai preencher 6.500 vagas em cadastro de professor temporário no Governo do Distrito Federal já podem conferir o gabarito da prova objetiva e o resultado preliminar do concurso.
Os resultados preliminares estão disponíveis no site www.iades.com.br.
O período para interposição de recursos é de 18 a 20 de janeiro, no horário de 10h às 16h. O atendimento para interposição de recursos será feito preferencialmente no Centro de Ensino Fundamental – CASEB, localizado na SGAS 909, Módulo A, Lotes 27/28, Asa Sul, Brasília/DF.
O candidato poderá, opcionalmente, protocolar o seu recurso na Central de Atendimento ao Candidato do Instituto Americano de Desenvolvimento (CAC-IADES), localizada nas instalações do Polo de Apoio Presencial da Universidade Metodista de São Paulo, situado no SCS Quadra 8, Bloco B-60, 4º andar, Shopping Venâncio 2000, Asa Sul, Brasília/DF.
Saiba mais
O edital não traz a informação de quantos serão selecionados, mas segundo estimativa publicada no site do Governo, 6.500 professores farão parte deste cadastro. Estes profissionais deverão atuar em caráter temporário na rede pública de ensino.
São disponibilizadas duas áreas de atuação para a concorrência, sendo que ambas exigem ensino superior completo (a segunda especifica licenciatura plena em pedagogia). A jornada de trabalho é de 40 horas semanais e a remuneração é paga por hora/aula acrescida de mais 1/6 correspondente ao descanso remunerado. Estes valores não foram divulgados pela organização do concurso.
Neste concurso, além da questão 12 que com certeza, será anulada, acredito que haja umas 5 questões que também deveriam ser anuladas!
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Veja os gabaritos para 6,5 mil vagas de professor no DF
Os candidatos inscritos no concurso que vai preencher 6.500 vagas em cadastro de professor temporário no Governo do Distrito Federal já podem conferir o gabarito da prova objetiva e o resultado preliminar do concurso.
Os resultados preliminares estão disponíveis no site www.iades.com.br.
O período para interposição de recursos é de 18 a 20 de janeiro, no horário de 10h às 16h. O atendimento para interposição de recursos será feito preferencialmente no Centro de Ensino Fundamental – CASEB, localizado na SGAS 909, Módulo A, Lotes 27/28, Asa Sul, Brasília/DF.
O candidato poderá, opcionalmente, protocolar o seu recurso na Central de Atendimento ao Candidato do Instituto Americano de Desenvolvimento (CAC-IADES), localizada nas instalações do Polo de Apoio Presencial da Universidade Metodista de São Paulo, situado no SCS Quadra 8, Bloco B-60, 4º andar, Shopping Venâncio 2000, Asa Sul, Brasília/DF.
Saiba mais
O edital não traz a informação de quantos serão selecionados, mas segundo estimativa publicada no site do Governo, 6.500 professores farão parte deste cadastro. Estes profissionais deverão atuar em caráter temporário na rede pública de ensino.
São disponibilizadas duas áreas de atuação para a concorrência, sendo que ambas exigem ensino superior completo (a segunda especifica licenciatura plena em pedagogia). A jornada de trabalho é de 40 horas semanais e a remuneração é paga por hora/aula acrescida de mais 1/6 correspondente ao descanso remunerado. Estes valores não foram divulgados pela organização do concurso.
Neste concurso, além da questão 12 que com certeza, será anulada, acredito que haja umas 5 questões que também deveriam ser anuladas!
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Com caixa cheio, Kassab não usa verba reservada para projetos antienchente em SP
Com caixa cheio, Kassab não usa verba reservada para projetos antienchente em SP
12/01/2011 - 07h54 | da Folha.com
Aumentar tamanho da letra Diminuir tamanho da letra Enviar por e-mail Compartilhar Imprimir Facebook Twitter Orkut Del.icio.us Netvibes Myspace Digg Bookmarks DE SÃO PAULO
No ano em que a prefeitura bateu recorde de arrecadação de impostos, a gestão Gilberto Kassab (DEM) investiu menos do que estava previsto no Orçamento em projetos antienchente. A informação é da reportagem de José Benedito da Silva publicada na edição desta quarta-feira da Folha (íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL).
12/01/2011 - 07h54 | da Folha.com
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No ano em que a prefeitura bateu recorde de arrecadação de impostos, a gestão Gilberto Kassab (DEM) investiu menos do que estava previsto no Orçamento em projetos antienchente. A informação é da reportagem de José Benedito da Silva publicada na edição desta quarta-feira da Folha (íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL).
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Concursos
Concursos
Planejamento/DF convoca inscritos a docente temporário para provas
11/01/2011 10:20
Larissa Domingues - Do CorreioWeb
A Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão do Distrito Federal (Seplag/DF) convocou os candidatos inscritos no processo seletivo simplificado que forma cadastro reserva no cargo de professor temporário para a realização das provas objetivas. Esta etapa está marcada para acontecer no dia 16 de janeiro, a partir das 14h. As informações estão disponíveis no Diário Oficial do DF, na página 30.
De acordo com informações da Secretaria de Educação, 6,5 mil candidatos serão recrutados. A seleção é organizada pelo Instituto Americano de Desenvolvimento (Iades) e contará com prova objetiva; avaliação de títulos e de experiência profissional; e comprovação de requisitos. A remuneração dos docentes será fixada em horas-aula, com base em uma jornada máxima de 40 horas semanais - ou seja, o salário pode chegar a R$ 3 mil.
Há oportunidades para as áreas 1 (anos finais do ensino fundamental, nível médio, educação profissional e 2º e 3º segmentos da educação de jovens e adultos) e 2 (educação infantil, anos iniciais do ensino fundamental e 1º segmento de educação de jovens e adultos). A lista de disciplinas oferecidas é extensa e abrange diversos campos de atuação
Planejamento/DF convoca inscritos a docente temporário para provas
11/01/2011 10:20
Larissa Domingues - Do CorreioWeb
A Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão do Distrito Federal (Seplag/DF) convocou os candidatos inscritos no processo seletivo simplificado que forma cadastro reserva no cargo de professor temporário para a realização das provas objetivas. Esta etapa está marcada para acontecer no dia 16 de janeiro, a partir das 14h. As informações estão disponíveis no Diário Oficial do DF, na página 30.
De acordo com informações da Secretaria de Educação, 6,5 mil candidatos serão recrutados. A seleção é organizada pelo Instituto Americano de Desenvolvimento (Iades) e contará com prova objetiva; avaliação de títulos e de experiência profissional; e comprovação de requisitos. A remuneração dos docentes será fixada em horas-aula, com base em uma jornada máxima de 40 horas semanais - ou seja, o salário pode chegar a R$ 3 mil.
Há oportunidades para as áreas 1 (anos finais do ensino fundamental, nível médio, educação profissional e 2º e 3º segmentos da educação de jovens e adultos) e 2 (educação infantil, anos iniciais do ensino fundamental e 1º segmento de educação de jovens e adultos). A lista de disciplinas oferecidas é extensa e abrange diversos campos de atuação
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
MEC vai comprar 10 milhões de dicionários para escolas públicas
MEC vai comprar 10 milhões de dicionários para escolas públicas
O custo previsto no edital para adquirir os dicionários é de R$ 100 milhões
Agência Brasil
Publicação: 06/01/2011 16:20 Atualização:
O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) vai comprar 10 milhões de dicionários de português para serem distribuídos às escolas públicas de educação básica em 2012. O órgão, uma autarquia do Ministério da Educação (MEC), é responsável pela aquisição e distribuição dos livros didáticos aos alunos da rede. O edital convocando as editoras será divulgado amanhã (7) no Diário Oficial da União.
Os dicionários deverão observar as novas regras estabelecidas pelo acordo ortográfico que entrou em vigor em 2009. A última vez que o FNDE distribui esse material foi em 2006, antes das mudanças. O prazo de adaptação às novas normas termina em 2012, de acordo com o decreto assinado há dois anos pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo o diretor de Ações Educacionais do FNDE, Rafael Torino, os livros didáticos distribuídos, em 2009 e 2010, para alunos do ensino fundamental são adaptados. Agora, falta adequar os materiais dos estudantes do ensino médio. “Em 2012, renovaremos os livros do ensino médio e, então, teremos 100% dos materiais dentro da nova regra”, disse.
O custo previsto no edital para adquirir os dicionários é de R$ 100 milhões. As obras não ficarão nas bibliotecas – cada sala de aula de ensino fundamental e médio receberá um kit com dez títulos. Serão comprados dicionários de quatro tipos, com especifidades diferentes de acordo com a série dos estudantes: do 1° ano do ensino fundamental, do 2° ao 5 ano, do 6° ao 9° ano e das três séries do ensino médio. Os dicionários destinados às turmas do 1º ano do fundamental, que recebe crianças a partir de 6 anos para alfabetização, serão mais simples, com menos verbetes e letras maiores.
Torino calcula que o custo médio de cada exemplar será de R$ 10. As editoras terão 90 dias para inscrever as obras e os materiais serão distribuídos no início de 2012 para serem utilizados no próximo ano letivo.
O custo previsto no edital para adquirir os dicionários é de R$ 100 milhões
Agência Brasil
Publicação: 06/01/2011 16:20 Atualização:
O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) vai comprar 10 milhões de dicionários de português para serem distribuídos às escolas públicas de educação básica em 2012. O órgão, uma autarquia do Ministério da Educação (MEC), é responsável pela aquisição e distribuição dos livros didáticos aos alunos da rede. O edital convocando as editoras será divulgado amanhã (7) no Diário Oficial da União.
Os dicionários deverão observar as novas regras estabelecidas pelo acordo ortográfico que entrou em vigor em 2009. A última vez que o FNDE distribui esse material foi em 2006, antes das mudanças. O prazo de adaptação às novas normas termina em 2012, de acordo com o decreto assinado há dois anos pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo o diretor de Ações Educacionais do FNDE, Rafael Torino, os livros didáticos distribuídos, em 2009 e 2010, para alunos do ensino fundamental são adaptados. Agora, falta adequar os materiais dos estudantes do ensino médio. “Em 2012, renovaremos os livros do ensino médio e, então, teremos 100% dos materiais dentro da nova regra”, disse.
O custo previsto no edital para adquirir os dicionários é de R$ 100 milhões. As obras não ficarão nas bibliotecas – cada sala de aula de ensino fundamental e médio receberá um kit com dez títulos. Serão comprados dicionários de quatro tipos, com especifidades diferentes de acordo com a série dos estudantes: do 1° ano do ensino fundamental, do 2° ao 5 ano, do 6° ao 9° ano e das três séries do ensino médio. Os dicionários destinados às turmas do 1º ano do fundamental, que recebe crianças a partir de 6 anos para alfabetização, serão mais simples, com menos verbetes e letras maiores.
Torino calcula que o custo médio de cada exemplar será de R$ 10. As editoras terão 90 dias para inscrever as obras e os materiais serão distribuídos no início de 2012 para serem utilizados no próximo ano letivo.
Dilma Rousseff adotou a palavra "presidenta" durante seu discurso de posse no último dia 01

Dilma Rousseff adotou a palavra "presidenta" durante seu discurso de posse no último dia 01
Sírio Possenti
De Campinas (SP)
Pequenos e diferentes textos sobre a questão "presidente / presidenta", especialmente alguns "raciocínios" completamente inesperados, me levam a redigir as pequenas notas que seguem, começando pelas questões mais óbvias. Algumas palavras têm formas masculinas e femininas. Outras, não. Nos casos em que existem as duas, pode-se falar de flexão. Por exemplo, menina é a forma feminina de menino.
Há certa correspondência entre as palavras e as coisas (há, no mundo, meninos e meninas etc.). Mesmo assim, é bom separar a questão da realidade da questão gramatical. É que há casos em que a correspondência no mundo com palavras masculinas e femininas não é representada na gramática. Casos como homem / mulher, boi / vaca etc. representam esse subconjunto. Isto é, as palavras femininas dessas duplas referem-se a seres femininos, mas não são flexões gramaticais das formas masculinas; são completamente diferentes delas.
Mas isso não significa que todas as palavras masculinas e femininas tenham correlatos machos e fêmeas. Essa hipótese ingênua é logo desmentida por palavras como muro, tijolo (masculinas) e porta, chave (femininas), entre milhares de outras, sem contar as abstratas, como pensamento e intuição.
A existência ou não de correspondentes femininos gramaticais de formas masculinas é um efeito, mas não uniforme, da existência de alguma correspondência no mundo. Por exemplo, certamente não haveria a forma parenta se só houvesse parentes masculinos. Por outro lado, o fato de haver algum tipo de distinção no mundo não cria necessariamente formas gramaticais específicas que lhes correspondam. Usamos parenta, mas não usamos tenenta. E pouco se usa sargenta. É possível que essas flexões passem a ser cada vez mais usadas, em decorrência de haver cada vez mais mulheres executando essas funções. O caso presidenta está neste bolo: pode ser que muitos estranhem a forma feminina simplesmente porque nunca foi usada, ou porque sempre foi muito pouco usada, por não haver mulheres exercendo a função.
Há femininos resultantes de flexão cuja natureza esquecemos: por exemplo, horta é (seria) o feminino de horto (Mattoso acha que sim, mas Houaiss não registra): horta é um tipo de horto. Observe-se que não há, nesse caso, nenhuma relação entre gênero e sexo (casos mais claros são barco / barca e jarro / jarra). O que faz lembrar outro fenômeno: muitos femininos em -a são marcados apenas pela flexão da forma dita masculina. A única mudança (perceptível) está no final da palavra (o / a). Mas há um grupo de femininos (de fato, também de plurais) que é marcado também pela mudança da vogal do radical: horto / horta, porco / porca, sogro / sogra (para os distraídos, uma ajuda: dizemos sôgro e sógra etc.).
Diversos raciocínios estranhos circulam na mídia. Há quem pense que, se dizemos presidenta, deveríamos flexionar segundo os mesmos critérios todas as palavras que terminam em -nte. Ou seja, deveríamos dizer também contenta, exigenta etc. Que as formas são gramaticalmente possíveis - e seriam regulares - fica provado pelo fato de que são sempre as mesmas e resultam de flexões regulares. Mas o léxico das línguas é bastante irregular: muitas formas - e flexões - possíveis nunca ocorrem. Os casos mais claros são certas derivações: por que dizemos jogo e não *jogamento nem *jogação? Por que dizemos julgamento e não *julgação? por que dizemos ameaça e não *ameaçamento ou *ameaçação? Por que dizemos filiação e não *filiamento? Em vez de esposa, poderíamos dizer marida, se as gramáticas funcionassem no vácuo. Acontece que funcionam em sociedades vivas, que interferem nelas.
Talvez valha a pena inserir umas poucas observações de Evanildo Bechara (Moderna Gramática Portuguesa, p. 135). Diz ele, entre outras coisas, que, no caso de palavras terminadas em -e, algumas ficam invariáveis, e a outras se acrescenta o morfema -a (provocando a queda da vogal temática). Seu exemplo para formas variáveis é alfaiate - alfaiat(e) + a - alfaiata. Entre as invariáveis, cita amante, cliente, constituinte, habitante. Na lista das que são usadas com, mas também sem flexão, cita infante - infanta, presidente - presidenta, parente - parenta, governante - governanta.
Em relação ao apelo a gramáticas e dicionários, as atitudes dos "expertos" são bastante engraçadas. O comportamento típico é o seguinte: quando não gostam das formas que os dicionários e gramáticas abonam, dizem que gramáticas e dicionários não são as únicas autoridades. Mas, quando as gramáticas e dicionários concordam com seu gosto, esses documentos são santificados.
Uma variante desse comportamento foi o de Alberto Dines (Observatório da Imprensa) em relação a Sarney. Em resumo: Dilma Rousseff usou a forma presidenta em seu discurso de posse. Falando no final da cerimônia, Sarney usou várias vezes a forma presidente (Dines brincou: Sarney está na oposição pela primeira vez). Claramente, Dines não gosta de presidenta. Mas também não gosta de Sarney. Exceto quando seus gostos coincidem, é claro. Ora: é razoável considerar Sarney um político mais prejudicial do que útil. Mas ele não é melhor como escritor, nem como autoridade em relação a padrões gramaticais.
E há dois raciocínios ainda mais estranhos. Aliás, dificilmente poderiam merecer esta qualificação. O mesmo Dines, sofisticado jornalista, escreveu, com a maior cara de pau: "Agora, esquecidas as lutas das sufragistas e feministas, finalmente alcançada a igualdade dos gêneros, a presidenta da República deixa de ter um sucessor - Michel Temer jamais poderá ser designado como vice-presidenta". Como se o sucessor de um cargo designado passageiramente por uma forma feminina devesse ser também designado no feminino. Esquece o elementar: que a forma feminina corresponde, no caso, ao sexo da ocupante!
Mas houve coisa pior do que esta, se isso é possível: comentando o texto de Dines, um leitor alegou que a forma presidenta só faria sentido se fosse o feminino de presidento (pasmem!!). Ora, a tese só faria sentido se todas as masculinas que têm flexão feminina terminassem em -o. Mas existem, e estão muito firmes, palavras como ele, aquele, este, autor etc. Segundo o dito "raciocínio", as palavras femininas ela, aquela, esta e autora, para ficar nestes exemplos, só poderiam ser usadas se os masculinos correspondentes fossem elo, aquelo, esto, autoro. Que ridículo!
Sírio Possenti é professor associado do Departamento de Linguística da Unicamp e autor de Por que (não) ensinar gramática na escola, Os humores da língua, Os limites do discurso, Questões para analistas de discurso e Língua na Mídia.
Fale com Sírio Possenti: siriopossenti@terra.com.br
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Após dispensa em massa, cargos já são repostos. E chefes vão ser os primeiros a voltar
Após dispensa em massa, cargos já são repostos. E chefes vão ser os primeiros a voltar
Francisco Dutra
francisco.dutra@jornaldebrasilia.com.br
O governador Agnelo Queiroz começa a relotear os cargos comissionados no Distrito Federal. Segundo a Secretaria de Governo, a recomposição começará pelas chefias. A princípio serão chamados novos nomes e servidores públicos para as posições. Mas não está excluída a possibilidade que parte dos 18,6 mil comissionados, exonerados na posse de Agnelo, voltem à folha de pagamento do DF.
A justificativa para a recomposição do quadro é que os serviços para a população não podem ser prejudicados. De acordo com a Secretaria de Governo, é justamente a figura do chefe a mais necessária, pois é ele quem conhece o funcionamento da máquina e faz os despachos. A princípio, o reloteamento vai respeitar o corte de 50% que Agnelo determinou no antigo quadro de comissionados. Estima-se que o número seja superior a 20 mil.
Para isso, cada secretaria e órgão público elabora relatório sobre a necessidade de contratação de comissionados. Os pedidos passarão pelo crivo das pastas de Governo e Casa Civil.
Uma das categorias atingidas pela exoneração em massa foi a dos delegados, que comandam as DPs por indicação da Direção Geral-da Polícia Civil. Provavelmente ainda hoje Agnelo publica no Diário Oficial do DF decreto autorizando a volta deles aos postos.
Leia mais na edição desta quarta-feira (05) do Jornal de Brasília.
Francisco Dutra
francisco.dutra@jornaldebrasilia.com.br
O governador Agnelo Queiroz começa a relotear os cargos comissionados no Distrito Federal. Segundo a Secretaria de Governo, a recomposição começará pelas chefias. A princípio serão chamados novos nomes e servidores públicos para as posições. Mas não está excluída a possibilidade que parte dos 18,6 mil comissionados, exonerados na posse de Agnelo, voltem à folha de pagamento do DF.
A justificativa para a recomposição do quadro é que os serviços para a população não podem ser prejudicados. De acordo com a Secretaria de Governo, é justamente a figura do chefe a mais necessária, pois é ele quem conhece o funcionamento da máquina e faz os despachos. A princípio, o reloteamento vai respeitar o corte de 50% que Agnelo determinou no antigo quadro de comissionados. Estima-se que o número seja superior a 20 mil.
Para isso, cada secretaria e órgão público elabora relatório sobre a necessidade de contratação de comissionados. Os pedidos passarão pelo crivo das pastas de Governo e Casa Civil.
Uma das categorias atingidas pela exoneração em massa foi a dos delegados, que comandam as DPs por indicação da Direção Geral-da Polícia Civil. Provavelmente ainda hoje Agnelo publica no Diário Oficial do DF decreto autorizando a volta deles aos postos.
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